quinta-feira, 19 de dezembro de 2013



QUE NESTE NATAL AS BÊNÇÃOS DIVINAS CAIAM SOBRE SUA VIDA


E QUE


2014

VENHA REPLETO DE SAÚDE, AMOR, TRABALHO E REALIZAÇÕES.


quinta-feira, 28 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

"Crises na Adolescência"


Aos 15 anos, tudo o que o adolescente quer é ser compreendido. Na espiral de emoções que vive, típica da adolescência, o estudante vivencia uma crise em busca da própria identidade.

Muitas vezes se veste de preto e, às vezes, se enclausura no quarto e chora. Em outros momentos, ignora a mãe e só consegue se sentir confortável perto dos amigos, que nem sempre entendem o que se passa na cabeça do amigo.

Estão experimentando modelos de vida. Não querem ser chamados de “emo, patricinha”, mas também se assustam com suas próprias atitudes quando desejam ser rebeldes. Podem, em meio a um ataque de raiva, chorar ao ouvir música. Ficar tão triste que pensam que querem morrer.

Sofrer com a adolescência, período em que é necessário fazer escolhas, desfazer laços da infância e lidar com mudanças físicas e emoções, faz parte do amadurecimento e pode trazer momentos de tristeza, diz a psicóloga e psicoterapeuta especialista em adolescentes e adultos Cristina Dariano Kern.

Só que quando o sentimento se aprofunda e é seguido por irritabilidade, desinteresse, culpa, isolamento ou problemas graves de comportamento, o adolescente pode estar se deparando com a depressão – como em muitos casos.

– É fácil confundir tristeza com depressão, pois o adolescente já está vivendo uma crise em busca de identidade. Tristeza é esperada neste momento da vida, mas a depressão é um transtorno psicológico. O adolescente se comunica por meio da ação, e uma das formas de saber se ele está bem é por meio do comportamento – afirma Cristina.

Sem escolher classe social, a depressão é mais comum do que se imagina e pode estar relacionada à busca de identidade e à insatisfação com o corpo e com a aparência. Quando os adolescentes vivem o distúrbio, a família é fundamental para reverter o problema e evitar que as drogas, o álcool e as atitudes destrutivas piorem o quadro. De acordo com psicólogo Pascal Reuillard, especialista em infância e adolescência, os pais não devem julgar ou condenar filhos depressivos, mas dizer a eles que estão preocupados, que querem participar de suas vidas.

– Ser pai de adolescente não é fácil, mas ser adolescente também não é. Mesmo que ele se queixe de ser tratado como criança, ele precisa de um ambiente estruturado, de rotinas e de valores. O adolescente não gosta que os pais fiquem à volta deles, mas ele quer saber se eles estão disponíveis – diz Pascal.

Época de medos e insatisfações
Primeiro, a adolescência se torna visível no corpo. Depois da estranheza do processo de se transformar em adulto, o adolescente entra em crise. Precisa encontrar uma identidade de acordo com seus valores, e é neste momento que surgem os medos e as mudanças.

As tensões internas fazem parte das modificações da própria adolescência, o incremento das pressões instintivas. Aquelas de fator externo referem-se à relação do adolescente com as exigências da família e da sociedade. E é aí que surge a identificação com os grupos, a necessidade de ser diferente, as insatisfações.

De acordo com um estudo da psicóloga Cristina Dariano Kern, mestre em Psicologia Clínica, as insatisfações relacionadas ao corpo são as que mais afetam os adolescentes. Na pesquisa, cerca de 70% das meninas com o índice de massa corporal considerado normal se diziam insatisfeitas com a própria imagem. A insatisfação consigo no período da adolescência é um dos fatores de risco para a depressão e para os transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia.

– Adolescência é produto de uma história. Se as experiências infantis foram predominantemente boas, o adolescente entra mais fortalecido psiquicamente nesta etapa e supera melhor sua crise vital. É importante os pais estarem atentos e darem suporte afetivo aos filhos. A tendência é que o filho supere a crise naturalmente, com a ajuda do tempo – afirma a psicóloga.

Além da época propícia para os conflitos internos, outras questões podem contribuir para o desenvolvimento da depressão, como a ausência afetiva da família, a genética, brigas em casa e fatores de estresse ambientais (como situações de abuso físico e a perda dos pais).

Busca pelo grupo
Pertencer a um grupo possibilita experimentar a vida sem os pais, geralmente considerados “antiquados”, e pessoas que não entendem nada do que está acontecendo. Por estarem vivendo um momento de mudanças e de buscas, os adolescentes experimentam coisas exageradas, como saias muito curtas, cabelos coloridos, linguagem vulgar etc. Uma das intenções dessa comunicação por meio do corpo é chocar os adultos – essa busca de oposição pode ser uma maneira de encontrar o próprio limite.

Os pais devem se preocupar nesta fase quando não há mais possibilidade de comunicação com o adolescente, quando os valores familiares não são mais eficientes.

– Adotar um estilo emo, punk ou outro não é um problema. Pais devem ficar atentos quando o sofrimento toma conta da vida – afirma o psicólogo Pascal Reuillard.

Tristeza ou depressão?
Durante a adolescência, é natural que ocorram momentos de intensa turbulência, onde os sentimentos de exclusão e de desamparo tornam-se o pano de fundo dos acontecimentos. Os desencantos amorosos, as traições dos melhores amigos e a decepção são os cenários que podem trazer tristeza, mas, apesar de cicatrizarem em poucos dias, preparam os adolescentes para a vida adulta.

O que caracteriza quadros depressivos nesta faixa etária é o estado de espírito irritado, tristonho ou atormentado que compromete as relações familiares, as amizades e o rendimento escolar. Na ausência de tratamento, os episódios de depressão duram em média oito meses. Antes da puberdade, o risco de apresentar depressão é o mesmo para meninos ou meninas. Mais tarde, ele se torna duas vezes maior no sexo feminino. A prevalência da enfermidade é alta: depressão está presente em 1% das crianças e em 5% dos adolescentes.

Sinais de alerta
Diagnosticar a depressão em adolescentes não é tarefa fácil, pois pode ser confundida com a tristeza, típica em alguns momentos da fase. Os pais precisam ficar atentos quando o filho adolescente demonstra sintomas frequentes e associados de humor irritado, perda de energia, apatia, desinteresse, retardo psicomotor, sentimento de desesperança e culpa, perturbações do sono ou excesso de sono, alterações de apetite e peso, isolamento, dificuldade de concentração, prejuízo no desempenho escolar, baixa auto-estima, queixas físicas (dor de barriga, dores de cabeça). Além disso, problemas graves de comportamento, com uso de álcool e drogas, e tentativas de suicídio são também sinais de alerta sobre a depressão. A família deve conversar com o adolescente e, caso os sintomas sejam evidentes, deve-se buscar ajuda profissional – o tratamento é feito com medicação e psicoterapia (ou terapia comportamental).

Agressão ao próprio corpo
Quando o adolescente machuca o próprio corpo, ele procura testá-lo, mas também dominá-lo. Esse corpo já é maltratado pela irrupção da puberdade, com todas as transformações externas e internas que nós conhecemos. Sentir dor é como abrir uma panela de pressão, pronta para explodir, a fim de liberar um pouco de tensão, explica o psicólogo Pascal Reuillard.

Os pais devem ficar atentos quando os filhos apresentam sinais de mutilação. O ato que prejudica a saúde põe em risco a vida e a integridade do corpo. A família deve ajudar a adolescente a entender o problema e pedir ajuda de profissionais se necessário.
O QUE VOCÊ PRECISA SABER
Fontes: Cristina Dariano Kern, psicóloga psicoterapeuta de adolescentes e adultos, Graciella Tomé, psicóloga, Pascal Reuillard, psicólogo, Frederico Seewald, Médico Psicanalista coordenador do Servico de Infância e Adolescência do CEPdePA, livro Adolescer (de José Outeiral)
– O PERÍODO
> Existe uma diferença entre a puberdade e a adolescência. A primeira etapa, geralmente vivida entre os nove e os 14 anos, caracteriza-se pelo surgimento das atividades hormonais. A segunda fase é basicamente manifestada por um fenômeno psicológico e social. Especialistas afirmam, entretanto, que é comum encontrar casos de pessoas que se transformaram em adolescentes mais cedo.

> No geral, nessa época em que não se é criança ou sequer adulto, o indivíduo passa por mudanças corporais, lutos devido à perda da condição infantil, buscas por uma identidade e encontra sentimentos paradoxais, como a alegria e a tristeza.
– A IDENTIDADE
> A busca de identidade na adolescência é normal no processo de crescimento e desenvolvimento, pois há uma demanda interna que impulsiona o ser humano a encontrar a si mesmo. Porém, essa busca gera bastante estresse e uma ruptura da estabilidade física e emocional.

> Embora seja construída desde o início da vida do indivíduo, é na adolescência que ela se define, se encaminha para um perfil mais definitivo. A identidade se organiza por identificações: inicialmente com a mãe, depois com o pai e com outros elementos da família, professores, ídolos e pessoas da sociedade, e se estrutura como uma “colcha de retalhos”, na qual cada retalho é um pedaço de alguém. Nesta busca por “ser alguém”, os adolescentes podem encontrar valores em grupos, como os emos, os góticos, as “patricinhas”, ou em grupos de sala de aula que, de alguma forma, representam a mesma maneira de pensar e de agir.

>> É importante que os pais acompanhem esta fase, conversando com o adolescente e dando limites. Negociar com o filho saídas à noite e passeios com os amigos pode ser uma alternativa para limitar.
– A AGRESSIVIDADE
>> Deve ser entendida como a comunicação de uma necessidade, de uma busca de contato, da busca de se assegurar de que existe alguém que compreende e pode suportá-lo, de testar o quanto o outro gosta efetivamente dela.
ZH/MEU FILHO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O valor da amizade!

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
Clarice Lispector